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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Na cidade das kölschs

No último final de semana inteiro que passei na Alemanha, fui para Colônia, já que minha mãe queria muito conhecer esta cidade. Meus pais pegaram o trem na manhã de sexta-feira enquanto eu fiquei trabalhando. Depois do trabalho foi a minha vez de ir partir para a mesma cidade, que é considerada uma das mais legais e animadas da Alemanha. A viagem de trem demora mais ou menos duas horas e meia e passa pelo mesmo caminho que fizemos com o barco poucos dias atrás. O Manfred, pai da ex-namorada do meu irmão, que se tornou amigo da família, também foi para Colônia nos encontrar. Detalhe: ele nao foi de trem, mas sim com seu motorhome, esse tipo de carro com casa embutida!

Na sexta à noite nos encontramos todos na beira do rio, que corta a cidade quase no meio. O Manfred tinha estacionado sua casa móvel lá. Ficamos conversando, comendo e bebendo enquanto olhávamos o rio e os barcos passando. No dia seguinte, fizemos praticamente a mesma coisa, apenas em um local diferente: pegamos o motorhome e saímos um pouco de Colônia, estacionamos de novo em frente ao rio. Passamos a tarde toda fazendo basicamente as mesmas coisas que havíamos feito na noite anterior. Mas valeu a pena.

Consegui encontrar o Fernando, colega do trabalho de São Paulo que está morando e trabalhando temporariamente em Colônia, e sua namorada, a Paula. Fizemos algo divertido. Como a cidade é famosa por sua cerveja típica, chamada kölsch, fomos pingando de bar em bar (como os espanhois) e experimentando várias das diferentes marcas dessas cervejas. O copo para esta cerveja também é típico, fino e alto. No final das contas acabamos indo em uns sete bares diferentes, e em cada um que íamos, eu e a Paula pegávamos uma bolacha de recordação.

No domingo, depois de dormir bastante, quase hibernar (eu estava dormindo muito pouco nas últimas semanas), fomos dar um passeio no centro de Colônia. Achei a cidade, na verdade, movimentada até demais, cheia de turistas, gente por todo lado. Bem no centro da cidade, ao lado da estação de trem, fica uma catedral muito famosa que funciona como um imã para pessoas com câmeras fotográficas a mão. Apesar de imperssiva por seu tamanho, eu, particurlamente, acho a catedral um pouco feia e sem graça. Mas é o símbolo da cidade, fazer o quê?

Uma coisa muito legal que descobrimos na cidade foi uma ponte de trem, perto também da catedral, que está repleta de cadeados presos em sua grade de corrimão. A tradição é os casais ou namorados escreverem seus nomes no cadeado e prenderem na grade, como símbolo de amor eterno ou algo assim. São cadeados de todos os tipos, cores, tamanhos, datas, opções sexuais, uma festa. Fiquei impressionado com a quantidade de cadeados no lugar. Em uma parte da ponte, no chão, uma frase escrita: "Que tipo de sociedade vivemos em que cadeados são símbolo de amor?". Escolha certa para tal símbolo ou não, a veradade é que o passeio em Colônia foi muito divertido.

sábado, 11 de junho de 2011

Pelo Reno

Aproveitando o feriado que teve na quinta-feira aqui na alemanha, dia 2 de junho, fiz um passeio de barco com meus pais pelo Rio Reno. Fomos, primeiro, de trem até uma cidade chamada Bingen. Andamos um pouco pore la procurando de onde o barco saía, quando achamos o pier, já estava quase na hora do barco partir. Corremos e conseguimos entrar nos últimos segundos antes do cara desamarrar a corda do barco.

Este caminho pelo Reno é muito bonito, cheio de pequeninas cidades na beira do rio, vários castelos nas encostas, é considerado umas das regioes mais bonitas da alemanha. O passeio no barco foi muito agradável, ficamos no deck do barco, que tinha um bar para server os turistas, eu e meu pai que gostamos! Demos sorte com o tempo também, já que no dia anterior estava horrível.

A travessia demorou uma hora e meia antes de chegar em St. Goar, outra pequena cidade, cheia de turistas. A principal atração do local é um castelo, que escolhemos apenas ver de fora. Trocamos uma visita pelos aposentos do rei por um almoco em um restaurante na beira do rio. Foi a melhor coisa que fizemos, até porque gosto muito mais de comer do que de ver castelos. Pegamos o barco de volta, mas desta vez a viagem demorou quase três horas, parece que o sentido do rio faz alguma diferenca.

De volta em Bingen, eu queria dar uma passeada pela cidade, existe um parque bem comprido em frente ao rio, muito gostoso. O problema é que nao tímnhamos muito tempo e já tivemos que ir para a estacao pegar o trem. Na volta, meus pais nao paravam de falar o quao encantados estavam com os trens alemaes, como funcionavam bem, eram silenciosos, pontuais.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sobre pepinos assassinos e outros acontecimentos

Desde meu último texto algumas coisas novas aconteceram aqui na Alemanha. Primeiro uma colega da Índia chegou aqui em Frankfurt e depois um colega da China. Os dois também vieram um pouco antes da semana internacional de treinamento do fundo (semana que vem) para vivenciar um pouco mais o trabalho aqui na central. Outros dois visitantes também chegaram nos últimos dias, desta vez do Brasil: meus pais! Eles vao ficar aqui até semana que vem.

Automaticamente tenho tido muito mais coisas pra fazer fora do escritório. Tenho tentado sair do trabalho um pouco mais cedo e encontrar meus pais em algum lugar da cidade, no meu apartamento ou no deles. Eles estao encantados com o silêncio e organizacao de Frankfurt, pra nao falar da comida. Na sexta-feira passada fui com eles para o parque/jardim Palmenhof Garten, que fica ao lado do trabalho. O lugar é muito bonito, com várias estufas simulando a flora de diversas regioes do mundo. Muitas flores e plantas também, um lugar ótimo para dar uma passeada.

Os colegas alemaes do trabalho estao sendo simpáticos, sempre tem um que convida pra fazer alguma coisa, ainda mais agora que a indiana e o chinês também estao aqui. Outro dia mesmo fomos a um restaurante típico alemao, comi o maior joelho de porco da minha vida! Saindo do restaurante, achamos uma estante pública cheia de livros. Funciona assim: qualquer um pode pegar um livro pra ler mas, de preferência, tem que depositar um livro na estante. Até os alemaes ficaram espantados que tal aparato funcione nesses tempos de vandalismo.

No final de semana, nossa chefe também nos convidou para ir tomar café da manha em uma padaria perto do hotel em que estamos ficando. Foi muito divertido, ela também levou o filho dela, ele nao tem nem dois anos ainda e é engracado. A padaria é maravilhosa: francesa, cheia de paes deliciosos, sanduíches e doces. Claro que comi o típico croissant. Depois da padaria encontrei meus pais e ficamos caminhando na beira do rio, todo sábado tem uma feira de usados, aqui literalmente chamada de feira das pulgas. Nao tinha muita coisa interessante mas valeu a pena para comprar copos de cerveja e um livro de fotos do Van Gogh.

Faz algum tempo que nao como salada aqui, um vírus, que ja matou mais de 10 pessoas no país, está se espalhando pela Alemanha (país com maior caso de óbitos) e Europa. Provavelmente veio da Espanha, através de pepinos orgânicos. O KfW suspendeu há algumas semanas a salada e verduras cruas do cardápio. As autoridades estao agora confessando que a situacao está mais séria do que antes imaginada. Ainda bem que nao é algo como a doenca da vaca-louca, se suspendessem a carne do cardápio eu iria ficar doido!