Desde meu último texto algumas coisas novas aconteceram aqui na Alemanha. Primeiro uma colega da Índia chegou aqui em Frankfurt e depois um colega da China. Os dois também vieram um pouco antes da semana internacional de treinamento do fundo (semana que vem) para vivenciar um pouco mais o trabalho aqui na central. Outros dois visitantes também chegaram nos últimos dias, desta vez do Brasil: meus pais! Eles vao ficar aqui até semana que vem.
Automaticamente tenho tido muito mais coisas pra fazer fora do escritório. Tenho tentado sair do trabalho um pouco mais cedo e encontrar meus pais em algum lugar da cidade, no meu apartamento ou no deles. Eles estao encantados com o silêncio e organizacao de Frankfurt, pra nao falar da comida. Na sexta-feira passada fui com eles para o parque/jardim Palmenhof Garten, que fica ao lado do trabalho. O lugar é muito bonito, com várias estufas simulando a flora de diversas regioes do mundo. Muitas flores e plantas também, um lugar ótimo para dar uma passeada.
Os colegas alemaes do trabalho estao sendo simpáticos, sempre tem um que convida pra fazer alguma coisa, ainda mais agora que a indiana e o chinês também estao aqui. Outro dia mesmo fomos a um restaurante típico alemao, comi o maior joelho de porco da minha vida! Saindo do restaurante, achamos uma estante pública cheia de livros. Funciona assim: qualquer um pode pegar um livro pra ler mas, de preferência, tem que depositar um livro na estante. Até os alemaes ficaram espantados que tal aparato funcione nesses tempos de vandalismo.
No final de semana, nossa chefe também nos convidou para ir tomar café da manha em uma padaria perto do hotel em que estamos ficando. Foi muito divertido, ela também levou o filho dela, ele nao tem nem dois anos ainda e é engracado. A padaria é maravilhosa: francesa, cheia de paes deliciosos, sanduíches e doces. Claro que comi o típico croissant. Depois da padaria encontrei meus pais e ficamos caminhando na beira do rio, todo sábado tem uma feira de usados, aqui literalmente chamada de feira das pulgas. Nao tinha muita coisa interessante mas valeu a pena para comprar copos de cerveja e um livro de fotos do Van Gogh.
Faz algum tempo que nao como salada aqui, um vírus, que ja matou mais de 10 pessoas no país, está se espalhando pela Alemanha (país com maior caso de óbitos) e Europa. Provavelmente veio da Espanha, através de pepinos orgânicos. O KfW suspendeu há algumas semanas a salada e verduras cruas do cardápio. As autoridades estao agora confessando que a situacao está mais séria do que antes imaginada. Ainda bem que nao é algo como a doenca da vaca-louca, se suspendessem a carne do cardápio eu iria ficar doido!
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Wupertal e Düsseldorf; festa em Colônia
Tive um final de semana bem produtivo, intenso e agradável. No sábado cedo peguei o trem e fui para Wupertal, onde o Moritz estava me esperando. Mas quem é o Moritz? O Moritz é um amigo meu, alemao, que conheci porque ele fez um estágio no mesmo banco que eu trabalho, lá no Brasil. Voltou há pouco tempo para a Alemanha e combinamos de fazer algo neste final de semana.
Eu achei a cidade um pouco diferente das outras, já que ela fica em um vale, o tal do tal no nome, vale em alemao. Bem atrás da casa do Moritz tem um bosque que é bem legal para caminhar. Famoso em Wupertal também é um trem suspenso que corta a cidade, chamado Schwebebahn, que, literalmente, quer dizer "trem que paira". Andamos algumas estacoes com ele e achei bem engracado. É divertido também, do chao, ver esse trenzinho correndo a cidade pelos ares. Outra curiosidade de Wupertal é que ela é dividida em dois núcleos, como se fossem duas cidades mesmo, ou dois distritos.
Depois de conhecer um pouco da cidade fomos para Düsseldorf, que fica ao lado de Wupertal. Mas desta vez nao de trem. O Moritz estava com o carro da mae dele, que é conversível! Foi a primeira vez que andei em um carro sem teto, foi bem divertido, ainda mais na autobahn. Düsseldorf é uma cidade bem alegre, as pessoas estavam todas nas ruas, ou na beira do rio (Reno) ou espalhadas nos bares, na cidade velha. Tomamos a cerveja típica da cidade, achei boa, mas bem amarga, ela é quase preta. Também subimos em uma torre de cento e tantos metros, a vista da cidade era incrível.
Voltamos para Wupertal no final da tarde e ficamos comendo e conversando com os pais do Moritz. Pouco depois, nos arrumamos e fomos para Colônia em uma festa em uma república de uns conhecidos do Moritz. A república era um apartamento de 3 andares, todo os quartos abertos, parecia festa de arromba. O som estava no último volume e a casa abarrotada de gente. Nao sei como os vizinhos nao reclamaram, só deve morar estudante no prédio, nao é possível. Conheci duas pessoas que já haviam morado no Brasil, ficamos conversando assuntos tupiniquins, diferenca do Brasil com a Alemanha, etc. Em resumo, foi bom ver um pouco de gente, já estava ficando viciado com o trajeto apartamento-trabalho-apartamento.
Dormimos em Wupertal e no dia seguinte, depois de um café-da-manha alemao reforcado, peguei o trem de volta para Frankfurt. Foi muito bom conhecer outros lugares da Alemanha, ainda mais na companhia do Moritz. Pouco a pouco vou formando uma imagem melhor do que é a Alemanha e seus moradores.
Eu achei a cidade um pouco diferente das outras, já que ela fica em um vale, o tal do tal no nome, vale em alemao. Bem atrás da casa do Moritz tem um bosque que é bem legal para caminhar. Famoso em Wupertal também é um trem suspenso que corta a cidade, chamado Schwebebahn, que, literalmente, quer dizer "trem que paira". Andamos algumas estacoes com ele e achei bem engracado. É divertido também, do chao, ver esse trenzinho correndo a cidade pelos ares. Outra curiosidade de Wupertal é que ela é dividida em dois núcleos, como se fossem duas cidades mesmo, ou dois distritos.
Depois de conhecer um pouco da cidade fomos para Düsseldorf, que fica ao lado de Wupertal. Mas desta vez nao de trem. O Moritz estava com o carro da mae dele, que é conversível! Foi a primeira vez que andei em um carro sem teto, foi bem divertido, ainda mais na autobahn. Düsseldorf é uma cidade bem alegre, as pessoas estavam todas nas ruas, ou na beira do rio (Reno) ou espalhadas nos bares, na cidade velha. Tomamos a cerveja típica da cidade, achei boa, mas bem amarga, ela é quase preta. Também subimos em uma torre de cento e tantos metros, a vista da cidade era incrível.
Voltamos para Wupertal no final da tarde e ficamos comendo e conversando com os pais do Moritz. Pouco depois, nos arrumamos e fomos para Colônia em uma festa em uma república de uns conhecidos do Moritz. A república era um apartamento de 3 andares, todo os quartos abertos, parecia festa de arromba. O som estava no último volume e a casa abarrotada de gente. Nao sei como os vizinhos nao reclamaram, só deve morar estudante no prédio, nao é possível. Conheci duas pessoas que já haviam morado no Brasil, ficamos conversando assuntos tupiniquins, diferenca do Brasil com a Alemanha, etc. Em resumo, foi bom ver um pouco de gente, já estava ficando viciado com o trajeto apartamento-trabalho-apartamento.
Dormimos em Wupertal e no dia seguinte, depois de um café-da-manha alemao reforcado, peguei o trem de volta para Frankfurt. Foi muito bom conhecer outros lugares da Alemanha, ainda mais na companhia do Moritz. Pouco a pouco vou formando uma imagem melhor do que é a Alemanha e seus moradores.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Carnaval em Conquista!
Inicialmente eu iria passar o carnaval em Indaiatuba, na casa do meus pais, com a companhia de alguns de seus amigos e familiares. Na última hora, ao ver que vários de meus amigos da faculdade iriam para a casa do Mineiro, em Conquista, acabei mudando de ideia. E valeu a pena, como toda vez em que fomos para esta pequena cidade no sul de Minas, nos divertimos à beça.
Porém, carnaval conquistense foi o meu primeiro e, por isso, algumas novidades para adicionar. A prefeitura montou um palco e tendas ao lado da rodoviária, e foi onde passamos as três noites, pulando e nos divertindo. Cada dia tocou uma banda diferente mas não sei dizer a mínima diferença entre elas. Tudo correu muito bem, fora pequenos percalços, entre eles um breve diálogo com o pai de um travesti, o menosprezo a uma pimenta redondinha e ardida, banho de cerveja e algo mais: tudo coisa pouca.
Se algo foi diferente desta vez em Conquista, com certeza foi a chuva. Cheguei à conclusão que dos quatro dias que ficamos na cidade, a chuva estava caindo na grande maioria do tempo. Nos dois primeiros dias o dia todo, inclusive durante a festa, parecia a Macondo do García Marquez. No terceiro dia, que amanheceu um pouco aberto, conseguimos ir para uma cachoeira. Por causa do dilúvio dos dias passados, o volume de água estava enorme! O Daniel, que já tinha estado no lugar mais vezes, falou que nunca tinha visto nada igual. Mas foi muito bom receber uma hidromassagem natural.
Todo dia, quando acordávamos depois da noitada, íamos direto pra mesa do almoço. Nada melhor do que o almoço da Tuga (mãe do Daniel) para colocar a gente de pé e curar os pequenos excessos da noite anterior. Era festival de comida mineira mesmo: tutu de feijão, carne de porco, frango caipira, massas.
Uma coisa bem legal que fizemos foi jogar badminton no quintal da casa do Mineiro. A Maíra teve a brilhante ideia de comprar um kit portátil deste jogo com redinha, quatro raquetes e aquelas coisinhas que parecem uma peteca. Jogamos até embaixo de chuva, diversão sem limites. O jogo é bem fácil de aprender e a jogabilidade ótima. Só o Orgut pra acabar com a brincadeira, depois de tropeçar, cair em cima de um dos mastes e quebrar a base do mesmo. Eta, Orgut!
Para registro: Diego, Larissa, Mineiro, Lorena, Maíra, Neder, Orgut e Carla foram as pessoas que fizeram parte do carnaval. Nota dez para esta turma! Sem falar também da família toda do Daniel, que, mais uma vez, nos recebeu muitíssimo bem! Espero voltar logo pra lá.
Porém, carnaval conquistense foi o meu primeiro e, por isso, algumas novidades para adicionar. A prefeitura montou um palco e tendas ao lado da rodoviária, e foi onde passamos as três noites, pulando e nos divertindo. Cada dia tocou uma banda diferente mas não sei dizer a mínima diferença entre elas. Tudo correu muito bem, fora pequenos percalços, entre eles um breve diálogo com o pai de um travesti, o menosprezo a uma pimenta redondinha e ardida, banho de cerveja e algo mais: tudo coisa pouca.
Se algo foi diferente desta vez em Conquista, com certeza foi a chuva. Cheguei à conclusão que dos quatro dias que ficamos na cidade, a chuva estava caindo na grande maioria do tempo. Nos dois primeiros dias o dia todo, inclusive durante a festa, parecia a Macondo do García Marquez. No terceiro dia, que amanheceu um pouco aberto, conseguimos ir para uma cachoeira. Por causa do dilúvio dos dias passados, o volume de água estava enorme! O Daniel, que já tinha estado no lugar mais vezes, falou que nunca tinha visto nada igual. Mas foi muito bom receber uma hidromassagem natural.
Todo dia, quando acordávamos depois da noitada, íamos direto pra mesa do almoço. Nada melhor do que o almoço da Tuga (mãe do Daniel) para colocar a gente de pé e curar os pequenos excessos da noite anterior. Era festival de comida mineira mesmo: tutu de feijão, carne de porco, frango caipira, massas.
Uma coisa bem legal que fizemos foi jogar badminton no quintal da casa do Mineiro. A Maíra teve a brilhante ideia de comprar um kit portátil deste jogo com redinha, quatro raquetes e aquelas coisinhas que parecem uma peteca. Jogamos até embaixo de chuva, diversão sem limites. O jogo é bem fácil de aprender e a jogabilidade ótima. Só o Orgut pra acabar com a brincadeira, depois de tropeçar, cair em cima de um dos mastes e quebrar a base do mesmo. Eta, Orgut!
Para registro: Diego, Larissa, Mineiro, Lorena, Maíra, Neder, Orgut e Carla foram as pessoas que fizeram parte do carnaval. Nota dez para esta turma! Sem falar também da família toda do Daniel, que, mais uma vez, nos recebeu muitíssimo bem! Espero voltar logo pra lá.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Feliz Ano Velho
Não, este pequeno texto não se trata do primeiro livro do Marcelo Rubens Paiva, onde ele conta como sua vida mudou radicalmente ao ficar paraplégico, logo após mergulhar de ponta em um riachinho. Quero aqui dizer que, apesar da virada do ano, onde muitas pessoas prometem e prometem vida nova e milhões de mudanças de hábitos ou atividades novas, o ano de 2011 continua exatamente como o anterior acabou. Muito provavelmente porque não tive recesso nem férias de final de ano, o que, no final das contas contribuiu para continuar na mesma toada. Foi muito bom ter resolvido várias pendências do meio de 2010 para cá, como por exemplo finalmente ter dado um trato nas minhas costas que só vinham piorando. Comecei a fisioterapia há uns 3 meses e há mais ou menos um foi a vez da academia. Está indo tudo muito bem, acho que finalmente estou no caminho certo. No trabalho foi mais ou menos assim também, apesar de não ter acontecido muita coisa concreta no ano passado, vários projetos estão engatilhados e, provavelmente, 2011 será o ano de colher os frutos. Tomara! Bom, não quero, de nenhuma maneira, dizer que não farei nada novo nos próximos 365 dias. Quero começar uma pós em finanças daqui alguns meses, espero que dê certo.
***
Resolvi passar a virada com meus amigos de Campo Grande. Foi a melhor escolha que poderia ter feito, há quase um ano não ia para a capital do MS e aqui por São Paulo não ia acontecer muita coisa. Saí quinta à noite depois do trabalho e, após algumas horas cheguei no aeroporto de Viracopos, onde peguei o avião da Azul. Felizmente o voo não atrasou muito e eu cheguei em Campo Grande na quinta-feira ainda - por pouco não chego depois da meia-noite.
É sempre muito bom chegar em Campo Grande, onde nasci e vivi até os 18 anos. No aeroporto me buscaram Kenny e Thiago e fomos para a casa (nova) do último, que finalmente ficou pronta e onde estava acontecendo um churrasquinho com o resto do pessoal. Ficamos conversando, comendo e bebendo e claro, falando muita abobrinha! Compartilho uma teoria de que quando reencontramos velhos amigos por alguns dias seguidos, o primeiro é sempre o melhor. Ninguém pára de falar, rir, contar histórias, piadas e, quase sempre, varamos a noite. Foi assim o primeiro dia em Campo Grande.
No dia seguinte almoçamos e fomos para Bonito, onde resolvemos passar o ano novo. Não era bem o que eu estava pensando em fazer mas como já tinha outros amigos nesta cidade, vide Fernandinho e sua trupe, achei que seria bacana. E foi! Chegamos no final da tarde e já estava tudo acontecendo, o pessoal todo junto se preparando para a festa, vide tomando cerveja e conversando ainda mais abobrinha. Jantamos em um restaurante de peixe, até porque saco vazio não pára em pé, e rumamos para a balada de comemoração.
O esquema foi o seguinte: cem reais e beba o que puder. Eu, pessoa simples que sou, fiquei só na cervejinha a noite toda, dispensei whyskie, vodka, pinga etc. Não encontrei muitas pessoas conhecidas como havia imaginado mas na verdade nem precisava, nossa turma era grande e animada! Eu só sei que quando fui embora da festa já estava claro e ainda fomos dar uma volta pela cidade. Dormi poucas horas, almoçamos e resolvemos (eu, Rodrigo, Jenifer, Franciele, Thiaguinho, Dani e Gauchinho, todos pares) voltar para Campo Grande. Estávamos moídos, ainda conseguimos encarar um rodízio de pizza muito bom e acabamos dormindo cedo.
Domingo foi dia de ir na Dani e no Rodrigo, irmãos e amigos de infância, para almoçar com eles. Na verdade foi na casa mãe deles, a tia Arlete, que eu não via há muito tempo. O almoço estava uma delícia, ficamos conversando e já era hora de pegar o ônibus para São Paulo, tinha que trabalhar hoje, segunda. Até porque não posso quebrar o ritmo do ano velho, como comentei no trecho acima. Nas primeiras horas da viagem fiquei lendo um livro de contos argentinos muito bom; queria ficar lendo por muito mais tempo mas, como já estava escuro e eu usando a luz individual do ônibus, resolvi apagá-la para não incomodar os vizinhos.
Um ótimo ano a todos!
***
Resolvi passar a virada com meus amigos de Campo Grande. Foi a melhor escolha que poderia ter feito, há quase um ano não ia para a capital do MS e aqui por São Paulo não ia acontecer muita coisa. Saí quinta à noite depois do trabalho e, após algumas horas cheguei no aeroporto de Viracopos, onde peguei o avião da Azul. Felizmente o voo não atrasou muito e eu cheguei em Campo Grande na quinta-feira ainda - por pouco não chego depois da meia-noite.
É sempre muito bom chegar em Campo Grande, onde nasci e vivi até os 18 anos. No aeroporto me buscaram Kenny e Thiago e fomos para a casa (nova) do último, que finalmente ficou pronta e onde estava acontecendo um churrasquinho com o resto do pessoal. Ficamos conversando, comendo e bebendo e claro, falando muita abobrinha! Compartilho uma teoria de que quando reencontramos velhos amigos por alguns dias seguidos, o primeiro é sempre o melhor. Ninguém pára de falar, rir, contar histórias, piadas e, quase sempre, varamos a noite. Foi assim o primeiro dia em Campo Grande.
No dia seguinte almoçamos e fomos para Bonito, onde resolvemos passar o ano novo. Não era bem o que eu estava pensando em fazer mas como já tinha outros amigos nesta cidade, vide Fernandinho e sua trupe, achei que seria bacana. E foi! Chegamos no final da tarde e já estava tudo acontecendo, o pessoal todo junto se preparando para a festa, vide tomando cerveja e conversando ainda mais abobrinha. Jantamos em um restaurante de peixe, até porque saco vazio não pára em pé, e rumamos para a balada de comemoração.
O esquema foi o seguinte: cem reais e beba o que puder. Eu, pessoa simples que sou, fiquei só na cervejinha a noite toda, dispensei whyskie, vodka, pinga etc. Não encontrei muitas pessoas conhecidas como havia imaginado mas na verdade nem precisava, nossa turma era grande e animada! Eu só sei que quando fui embora da festa já estava claro e ainda fomos dar uma volta pela cidade. Dormi poucas horas, almoçamos e resolvemos (eu, Rodrigo, Jenifer, Franciele, Thiaguinho, Dani e Gauchinho, todos pares) voltar para Campo Grande. Estávamos moídos, ainda conseguimos encarar um rodízio de pizza muito bom e acabamos dormindo cedo.
Domingo foi dia de ir na Dani e no Rodrigo, irmãos e amigos de infância, para almoçar com eles. Na verdade foi na casa mãe deles, a tia Arlete, que eu não via há muito tempo. O almoço estava uma delícia, ficamos conversando e já era hora de pegar o ônibus para São Paulo, tinha que trabalhar hoje, segunda. Até porque não posso quebrar o ritmo do ano velho, como comentei no trecho acima. Nas primeiras horas da viagem fiquei lendo um livro de contos argentinos muito bom; queria ficar lendo por muito mais tempo mas, como já estava escuro e eu usando a luz individual do ônibus, resolvi apagá-la para não incomodar os vizinhos.
Um ótimo ano a todos!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
piloto automático
comemoração de um ano de formado chácara em sorocaba chegamos à noite bem à noite a luz não funciona que rolo liga pro caseiro ele fala que está tudo ok tenta de novo agora liga o outro disjuntor desliga aê agora ligou vamos fazer uma compra no mercado pra fazer um churassco agora mesmo está de madrugada compramos tudo o churrasco começa que delícia carne e cerveja no meio da madrugada e isso é só o começo as pessoas vao dormir mas outras continuam o churrasco continua começo a infernizar quem está dormindo bato na janela acorda seus preguiçosos mais carne e cerveja cerveja cerveja eles estao dormindo ainda mais uma volta pela casa batendo nas portas e janelas mais uma mais outra entro na cozinha o neder me pega pelo pescoço está furioso é melhor eu parar o churrasco continua já está claro as pessoas começam a acordar você está acordado até agora o churrasco continua pessoas que não haviam chegado na sexta começam a chegar a música continua o churrasco a cerveja já é quase meio dia vou dormir um pouco pra descansar passam alguns minutos eles me pegam me solta me solta o que é isso o que eu fiz me larga vocês são meus brothers não me joguem na piscina isso é ridiculo me soltem tbummmm caramba eles me jogaram quero só ver quem vai dormir essa próxima noite ok estou acordado de novo mais churrasco mais carne mais cerveja música diversão mais pessoas estão chegando vou dormir um pouco escondido de todo mundo poucos minutos se passam e eles me acham de novo agora batucando em uma mesa de metal que eles trouxeram pro meu quarto todos estão felizes estão revidando dando o troco eu só quero dormir um pouco isso não é justo o que eu fiz para vocês o churrasco continua mais festa mais gente chegando várias conversas ao mesmo tempo já está escuro mas a churrasqueira não pára de soltar fumaça em cima de todos a chaminé não funciona assim como as luzes no primeiro dia está tudo muito divertido minha cabeça começa a doer acho que é falta de sono e excesso de cerveja vou dormir me acordem uma da manhã quero continuar com tudo isso durmo rápido acordo de madrugada quero conversar com o pessoal vou até a churrasqueira está tudo escuro todo mundo já foi dormir volto a dormir acordo bem melhor algumas pessoas começam a bater na janelo do quarto não querem realmente que eu durma mais pelo menos já descansei já tem várias pessoas acordadas outras pessoas estão chegando quanta gente veio pro encontro começamos a jogar bola chuto várias vezes pra fora sou o fiasco do time canso de jogar vou comprar cerveja com o fefinha no extra sorocaba comemos algo estamos com fome voltamos todo mundo fala que compramos muita cerjeva quero só ver só tem esponja aqui o churrasco já está saindo está tudo muito bom cerveja pra acompanhar o joãozão chegou incrível só fala bosta mas eu morro de rir ele assume a churrasqueira churrasco argentino uma delícia começa o festival de músicas rídiculas menininha eu sou o seu fã dança da vassoura todo mundo dança dança da cadeira alguns caem a diversão é geral tem muita gente aqui meu deus alguns começam a dormir os fortes ficam comendo churrasco tomando cerveja e escutando música outros vão dormir colocamos mamonas assassinas como eles eram bons ficamos rindo é a vez do rage against the machine eu e o tio e mais não sei quem começamos a derrubar mesas e cadeiras batucar fazer barulho estragar as coisas o neder está com a gente e nos sensura ainda bem senão a casa caía o sol está nascendo está ficando claro o neder vai dormir depois o tio na barraca e fica eu e o gui que desta vez apareceu a música continua tocando o tio morreu não acorda mais eu eu o gui cansamos vamos dormir também acordo no último dia o pessoal já está preparando o almoço é a primeira refeição que não churrasco o ânimo está menor é sempre assim no último dia a comida atrasa vou comprar cerveja com o fefinha não falei que iria acabar só tinha esponja aqui ficamos bebendo mais um pouco o almoço sai como demais só preciso dormir mais um pouco agora eles me acordam está na hora de ir vou no carro com capitão tio e neder chegamos em sao paulo depois de um pouco de trânsito chego em casa arrumo meu quarto pra dormir estou exausto.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cerveja é tudo igual
No último final de semana fui mais uma vez com amigos da faculdade para Avaré. Quando vamos pra lá não fazemos muitas coisas, ficamos basicamente em frente à churrasqueiro conversando, comendo e bebendo cerveja. Algumas vezes acabamos indo para a represa, que fica a uns 500 metros da casa. É sempre muito divertido.
Desta vez, conforme eu havia prometido pro pessoal, realizei um teste cego com quatro cervejas: Antarctica, Brahma, Itaipava e Skol. Meu motivo maior era mostrar pra todos que é muito difícil diferenciar uma marca da outra e, na grande maioria das vezes, a decisão de optar por uma marca ou excluir outra é tomada basicamente por questões de marketing.
Dito e feito. As duas pessoas que mais acertaram, souberam diferenciar apenas duas das quatro cervejas. O teste mostrou claramente duas tendências: a) quase todas as pessoas acharam a Itaipava, de longe, a pior das cervejas. Por isso, falaram que era a Antarctica - o pessoal da Ambev precisa trabalhar mais a imagem dela; b) a cerveja que foi mais acertada foi a Skol. Entretanto, pode ser que isso se deu devido a influências que a primeiras pessoas podem ter causado nas que fariam o teste depois, visto que todos ficamos debruçados na mesa escutando o palpite de cada mestre cervejeiro. E as primeiras pessoas, coincidentemente ou não, palpitaram Skol para o mesmo copo.
O meu resultado? Não fui bem, não; acertei apenas uma: Itaipava, claramente a pior delas. Confesso também que era muito difícil sentir alguma diferença entre Skol, Brahma e Antarctica. E a conclusão dos meus amigos? De que, realmente, é muito difícil diferenciar uma marca da outra mas, mesmo assim não vão começar a tomar Antarctica porque, segundo eles, é a que mais dá dor de cabeça. Acho que desta vez não serei capaz de conduzir um teste que prove que o que causa dor de cabeça é a quantidade tomada, e não se escolhemos a marca A, B ou C. Palmas aos marqueteiros!
Desta vez, conforme eu havia prometido pro pessoal, realizei um teste cego com quatro cervejas: Antarctica, Brahma, Itaipava e Skol. Meu motivo maior era mostrar pra todos que é muito difícil diferenciar uma marca da outra e, na grande maioria das vezes, a decisão de optar por uma marca ou excluir outra é tomada basicamente por questões de marketing.
Dito e feito. As duas pessoas que mais acertaram, souberam diferenciar apenas duas das quatro cervejas. O teste mostrou claramente duas tendências: a) quase todas as pessoas acharam a Itaipava, de longe, a pior das cervejas. Por isso, falaram que era a Antarctica - o pessoal da Ambev precisa trabalhar mais a imagem dela; b) a cerveja que foi mais acertada foi a Skol. Entretanto, pode ser que isso se deu devido a influências que a primeiras pessoas podem ter causado nas que fariam o teste depois, visto que todos ficamos debruçados na mesa escutando o palpite de cada mestre cervejeiro. E as primeiras pessoas, coincidentemente ou não, palpitaram Skol para o mesmo copo.
O meu resultado? Não fui bem, não; acertei apenas uma: Itaipava, claramente a pior delas. Confesso também que era muito difícil sentir alguma diferença entre Skol, Brahma e Antarctica. E a conclusão dos meus amigos? De que, realmente, é muito difícil diferenciar uma marca da outra mas, mesmo assim não vão começar a tomar Antarctica porque, segundo eles, é a que mais dá dor de cabeça. Acho que desta vez não serei capaz de conduzir um teste que prove que o que causa dor de cabeça é a quantidade tomada, e não se escolhemos a marca A, B ou C. Palmas aos marqueteiros!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Em Floripa: meu tio, o Diogo e expeculação imobiliária
Já fui a Florianópolis mil vezes e, diferente da maioria das pessoas, nunca me atraí muito por esta cidade. Acredito que em grande parte por ter passado algumas experiências sofriadas nas vezes em que estiva na alta temporada. O fato de não ser fã número um de praia também deve contar; 40 praias em uma única cidade não é um ponto positivo pra mim. Mas, como tenho bons amigos e um tio nesta cidade, costumo visitá-la frequentemente. E confesso, comecei a ver Floripa com outros olhos.
Os motivos da minha última ida à capital de Santa Cataria foram basicamente dois: aproveitar o finalzinho do meu Passaporte Azul para visitar meu amigo Diogo e meu tio Maurício e dar uma pesquisada em terrenos para venda no bairro do Rio Vermelho, para poder comparar com o preço que estavam ofertando para um terreno que meus pais haviam comprado há alguns anos.
E foi divertido, reservei um dos três dias que fiquei em Floripa, peguei o carro emprestado do meu tio e rumei pro norte da ilha. Visitei algumas imobiliárias e vi bastante terrenos, deu pra ter uma ideia boa. Na hora do almoço comi um peixe em um restaurante - recomendado por um dos guias - que estava sensacional!
Aproveitando que estava no Rio Vermelho, acabei indo dar uma olhada na antiga casa do meu tio. Na verdade a casa parece mesmo mais uma cabana, toda de madeira, simples e cercada por árvores e mata. Sempre adorei a toca do meu tio, muito tranquila e gostosa. Porém, ao chegar na antiga casa (agora ele está morando em um apartamento no centro da cidade, acho que já comentei sobre isso em outro post) a decepção foi muito grande. A casa, devido às chuvas de verão e abandono do meu tio, estava toda destruída e jogada às traças. Até pra chegar na frene da casa foi difícil, o mato estava tomando conta de tudo. Sem contar o antigo carro do meu tio, que, como a casa, também estava abandonado.
Não consigo entender tamanho desleixo e abandono, mas esse é meu tio. Diz ele que vai começar a voltar pro Rio Vermelho e reparar a casa, pago pra ver. O carro ele falou que vai colocar à venda, antes de derreter, eu espero. Ao visitar a casa, encontrei uma vizinha, amiga do meu tio, e fiquei conversando com ela, que se queixava que meu tio havia sumido e cortado o contato abruptamente. Deu-me um papel com seu telefone e quase implorou pra eu entregá-lo ao meu tio e pedir pra que ele ligasse pra ela. Foi engraçado, ao conversar com a mulher e escutá-la falar sobre meu tio, parecia que ia descobrindo pequenas coisas do passado de uma pessoa que conheço bem mas sempre descubro algo novo, sempre tem histórias que vão se revelando aos poucos, emergindo na superfície.
Falando nas histórias do meu tio, no primeiro dia, ao chegar em sua cidade, fomos para a padaria ao lado do seu apê e ficamos conversando e tomando chope. Não sei como o assunto chegou à tona, mas ele começou a contar uma bizarra história de uma prima dele e de minha mão que foi parar nos Estados Unidos. O motivo para tal peregrinação era bem obscuro, algo envolvendo bandidagem, extermínio da polícia e adoção.
Não me lembro muito bem dos detalhes, mas, mesmo se lembrasse, acho que não seria sensato e prudente expô-los aqui. O fato é que esta prima está hoje radicada no exterior e tem uma vida, a princípio, estavel e confortável. O segundo fato é que meu tio, há pouco, havia entrado em contato com ela após inúmeros anos, talvez décadas, de rompimento. Agora lembrei, foi por isso que chegamos nesse assunto.
Como comentei acima, aproveitei também e encontrei o Diogo e sua trupe, neste caso, seu irmão Tomaz e irmã Paula. Das últimas vezes que encontrei o Diogo, saímos todos juntos, eu, ele e seus irmãos; legal a união da família Santiago. Não me lembro muito bem mas acho que fomos em um bar que vende cerveja super barata perto da faculdade e outro dia em um restaurante e show de samba. É sempre muito legal e engraçado encontrar a peça rara do Diogo. E assim acabou a última viagem que fiz com o muito aproveitado Passaporte Azul.
Os motivos da minha última ida à capital de Santa Cataria foram basicamente dois: aproveitar o finalzinho do meu Passaporte Azul para visitar meu amigo Diogo e meu tio Maurício e dar uma pesquisada em terrenos para venda no bairro do Rio Vermelho, para poder comparar com o preço que estavam ofertando para um terreno que meus pais haviam comprado há alguns anos.
E foi divertido, reservei um dos três dias que fiquei em Floripa, peguei o carro emprestado do meu tio e rumei pro norte da ilha. Visitei algumas imobiliárias e vi bastante terrenos, deu pra ter uma ideia boa. Na hora do almoço comi um peixe em um restaurante - recomendado por um dos guias - que estava sensacional!
Aproveitando que estava no Rio Vermelho, acabei indo dar uma olhada na antiga casa do meu tio. Na verdade a casa parece mesmo mais uma cabana, toda de madeira, simples e cercada por árvores e mata. Sempre adorei a toca do meu tio, muito tranquila e gostosa. Porém, ao chegar na antiga casa (agora ele está morando em um apartamento no centro da cidade, acho que já comentei sobre isso em outro post) a decepção foi muito grande. A casa, devido às chuvas de verão e abandono do meu tio, estava toda destruída e jogada às traças. Até pra chegar na frene da casa foi difícil, o mato estava tomando conta de tudo. Sem contar o antigo carro do meu tio, que, como a casa, também estava abandonado.
Não consigo entender tamanho desleixo e abandono, mas esse é meu tio. Diz ele que vai começar a voltar pro Rio Vermelho e reparar a casa, pago pra ver. O carro ele falou que vai colocar à venda, antes de derreter, eu espero. Ao visitar a casa, encontrei uma vizinha, amiga do meu tio, e fiquei conversando com ela, que se queixava que meu tio havia sumido e cortado o contato abruptamente. Deu-me um papel com seu telefone e quase implorou pra eu entregá-lo ao meu tio e pedir pra que ele ligasse pra ela. Foi engraçado, ao conversar com a mulher e escutá-la falar sobre meu tio, parecia que ia descobrindo pequenas coisas do passado de uma pessoa que conheço bem mas sempre descubro algo novo, sempre tem histórias que vão se revelando aos poucos, emergindo na superfície.
Falando nas histórias do meu tio, no primeiro dia, ao chegar em sua cidade, fomos para a padaria ao lado do seu apê e ficamos conversando e tomando chope. Não sei como o assunto chegou à tona, mas ele começou a contar uma bizarra história de uma prima dele e de minha mão que foi parar nos Estados Unidos. O motivo para tal peregrinação era bem obscuro, algo envolvendo bandidagem, extermínio da polícia e adoção.
Não me lembro muito bem dos detalhes, mas, mesmo se lembrasse, acho que não seria sensato e prudente expô-los aqui. O fato é que esta prima está hoje radicada no exterior e tem uma vida, a princípio, estavel e confortável. O segundo fato é que meu tio, há pouco, havia entrado em contato com ela após inúmeros anos, talvez décadas, de rompimento. Agora lembrei, foi por isso que chegamos nesse assunto.
Como comentei acima, aproveitei também e encontrei o Diogo e sua trupe, neste caso, seu irmão Tomaz e irmã Paula. Das últimas vezes que encontrei o Diogo, saímos todos juntos, eu, ele e seus irmãos; legal a união da família Santiago. Não me lembro muito bem mas acho que fomos em um bar que vende cerveja super barata perto da faculdade e outro dia em um restaurante e show de samba. É sempre muito legal e engraçado encontrar a peça rara do Diogo. E assim acabou a última viagem que fiz com o muito aproveitado Passaporte Azul.
sábado, 24 de abril de 2010
Passaporte Azul e a minha segunda vez no Rio
As condições eram propícias, ou melhor, as melhores: uma promoção da Azul que me permitiria voar ilimitadamente durante o mês todo de março para quanquer destino no Brasil. Justamente quando acabara de saber que começaria a trabalhar somente no início de abril. Perfeito, comprei o passaporte na hora!
Escrevo este texto no final de abril, após ter viajado para 6 capitais brasileiras, algumas já conhecidas, outras que agora se tornaram. Um ótimo investimento com altíssima taxa de retorno cultural e emocional.
***
Na primeira vez que fui para o Rio de Janeiro, não há muito tempo, fui impressionado pela mistura do urbano com o verde, algo que até já comentei neste espaço. Desta segunda vez, apesar de ter ficado mais ou menos a mesma quantidade de dias de quando conheci a Cidade Maravilhosa, as condições meteorológicas foram totalmente diferentes: tempo nublado com chuvas ocasionais. Pelo menos não me arrisquei a pegar o bondinho para o Pão de Açúcar, melhor assim. E, justamente por causa do tempo, fiz passeios que poucas pessoas fariam ao visitar o Rio de Janeiro pela segunda vez. Andei muito pelo centro, conheci a Biblioteca Nacional, Praça da Cinelândia, CCBB, Instituto Goethe, etc.
O sufoco foi chegar na casa do Moita logo após pousar na capital carioca. O voo era para o Santos Dumond mas, por causa do já comentado mau-tempo, acabou pousando no Galeão, muito mais longe do ap. que eu precisa chegar. O píor: quando cheguei, meia-noite passada, não havia nenhum ônibus shuttle que faria o trajeto aeroporto-centro; a corrida de taxi estava também fora de cogitação. Portanto, como tudo dá-se um jeito (minha filosofia primordial), a Azul acabou fornecendo uma van que fez o trajeto Galeão-Santos Dumond. Chegando no aeroporto previsto, me enturmei com outras pessoas também surpreendidas com a mudança do aeroporto de chegada e, por sorte, algumas delas não só estavam indo para Copacabana também, como para a mesma rua do apartamento do Moita, a Barata Ribeiro. Maravilha! Final das contas: uma "colega de taxi" acabou pagando a corrida toda e eu, que inicialmente iria gastar R$ 4,00 para ir de ônibus do Santos Dumond a Copacabana, não gastei absolutamente nada para fazer um trajeto muito maior!
Quando cheguei no ap. o Moita ainda estava acordado. Dei-lhe de presente uma garrafa de vinho, que foi consumida no mesmo instante. Ficamos conversando na sala até umas 4 da manhã, tínhamos muitas coisas pra falar, lembranças da época de Londres, a vida no Rio e interior de São Paulo... Um bom amigo.
Encontramos no dia seguinte a Helena, amiga da Danusa que estava passando uma temporada no Rio na casa do pai. Fomos pra um bar num bairro dentro de Copacabana, não me recordo do nome. Estavam presentes também umas amigas e amigos da Helena, a conversa foi bem agradável. Na despedida, combinamos de nos encontrar no dia seguinte no Leblon mas acabaou não rolando. Fui com o Moita mesmo na banca 24 horas da piauí e comprei três exemplares antigos. É, realmente, uma piauí por mês não estava sendo suficiente.
Outro passeio que gostei bastante de fazer foi a ida ao bairro de Santa Tereza com o bondinho. O bairro fica num morro e tem como característica suas vielas e comércio colorido, por causa dos turistas. Como a Helena havia recomendado, fui conhecer uma livraria pitoresca no alto da rua. A vista para o centro e praias do Rio era muito legal também e só me faltou ter visto um filme no estreito cinema que fica no miolinho de Santa Tereza, mas estava sem tempo. Precisava voltar para pegar o voo.
Cheguei em Viracopos no meio da noite e fui pra casa dormir. Na manhã seguinte já estava com outro voo marcado, desta vez para Manaus!
Escrevo este texto no final de abril, após ter viajado para 6 capitais brasileiras, algumas já conhecidas, outras que agora se tornaram. Um ótimo investimento com altíssima taxa de retorno cultural e emocional.
***
Na primeira vez que fui para o Rio de Janeiro, não há muito tempo, fui impressionado pela mistura do urbano com o verde, algo que até já comentei neste espaço. Desta segunda vez, apesar de ter ficado mais ou menos a mesma quantidade de dias de quando conheci a Cidade Maravilhosa, as condições meteorológicas foram totalmente diferentes: tempo nublado com chuvas ocasionais. Pelo menos não me arrisquei a pegar o bondinho para o Pão de Açúcar, melhor assim. E, justamente por causa do tempo, fiz passeios que poucas pessoas fariam ao visitar o Rio de Janeiro pela segunda vez. Andei muito pelo centro, conheci a Biblioteca Nacional, Praça da Cinelândia, CCBB, Instituto Goethe, etc.
O sufoco foi chegar na casa do Moita logo após pousar na capital carioca. O voo era para o Santos Dumond mas, por causa do já comentado mau-tempo, acabou pousando no Galeão, muito mais longe do ap. que eu precisa chegar. O píor: quando cheguei, meia-noite passada, não havia nenhum ônibus shuttle que faria o trajeto aeroporto-centro; a corrida de taxi estava também fora de cogitação. Portanto, como tudo dá-se um jeito (minha filosofia primordial), a Azul acabou fornecendo uma van que fez o trajeto Galeão-Santos Dumond. Chegando no aeroporto previsto, me enturmei com outras pessoas também surpreendidas com a mudança do aeroporto de chegada e, por sorte, algumas delas não só estavam indo para Copacabana também, como para a mesma rua do apartamento do Moita, a Barata Ribeiro. Maravilha! Final das contas: uma "colega de taxi" acabou pagando a corrida toda e eu, que inicialmente iria gastar R$ 4,00 para ir de ônibus do Santos Dumond a Copacabana, não gastei absolutamente nada para fazer um trajeto muito maior!
Quando cheguei no ap. o Moita ainda estava acordado. Dei-lhe de presente uma garrafa de vinho, que foi consumida no mesmo instante. Ficamos conversando na sala até umas 4 da manhã, tínhamos muitas coisas pra falar, lembranças da época de Londres, a vida no Rio e interior de São Paulo... Um bom amigo.
Encontramos no dia seguinte a Helena, amiga da Danusa que estava passando uma temporada no Rio na casa do pai. Fomos pra um bar num bairro dentro de Copacabana, não me recordo do nome. Estavam presentes também umas amigas e amigos da Helena, a conversa foi bem agradável. Na despedida, combinamos de nos encontrar no dia seguinte no Leblon mas acabaou não rolando. Fui com o Moita mesmo na banca 24 horas da piauí e comprei três exemplares antigos. É, realmente, uma piauí por mês não estava sendo suficiente.
Outro passeio que gostei bastante de fazer foi a ida ao bairro de Santa Tereza com o bondinho. O bairro fica num morro e tem como característica suas vielas e comércio colorido, por causa dos turistas. Como a Helena havia recomendado, fui conhecer uma livraria pitoresca no alto da rua. A vista para o centro e praias do Rio era muito legal também e só me faltou ter visto um filme no estreito cinema que fica no miolinho de Santa Tereza, mas estava sem tempo. Precisava voltar para pegar o voo.
Cheguei em Viracopos no meio da noite e fui pra casa dormir. Na manhã seguinte já estava com outro voo marcado, desta vez para Manaus!
Marcadores:
amigos,
passaporte azul,
Rio de Janeiro,
viagem
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Celebrando os amigos: Ribeirão Preto, 30/09/09
Estranho ir para Ribeirão e não encontrar meu amigo Presunto, principalmente porque quando fui pra lá era seu aniversário. E o pior: nem consegui lhe desejar todas aquelas coisas clichês pelo telefone, cada dia que passa parece que fica mais difícil conversar com ele. Fazer o quê?, o cabra quis se mudar pra Campo Grande, eu bem que avisei... Mas enfim, a Isadora está morando lá agora, e foi em sua casa que fiquei e sua amizade que celebrei, para aludir ao título, hehe.
Na verdade, o que me levou a Ribeirão Preto foi uma dinâmica da Dreyfus Commodities, daí aproveitei que a Isadora está morando na "California brasileira" e cheguei um dia mais cedo. Foi interessante voltar a Ribeirão depois de um bom tempo e ver que a cidade está mudando, novos prédios se erguendo, ruas reformadas e outras coisas. O que não muda mesmo é o calor, insuportável!
Aproveitei bastante quando ainda estava no ônibus: fiquei lendo boa parte do tempo e na outra parte acabei cochilando, estava muito cansado. Cheguei na casa da Isa e ela estava cozinhando a janta com a Rebeca. Jantamos e decidimos ir para um boteco estilo armazém, onde tomamos cerveja, comemos amendoim - pedido da Isadora - e ficamos contando as novidades. Ao ir e voltar a pé do bar, me veio a impressão, um pouco triste, de que Ribeirão era uma cidade muito mais agradável e completa para se morar do que Indaiatuba, perdendo apenas para o quesito localização.
Na manhã do dia seguinte fui caminhando até o hotel onde aconteceria a dinâmica, que por sorte não ficava muito longe da casa da Isa. Falei o que tinha que falar, ou melhor, quase tudo, porque sempre esqueço de falar algo importante. Depois do fardo, voltei pra casa da Isadora e ao tentar entrar na casa, percebi nosso erro de comunicação: acabei saindo sem pegar a chave porque havia entendido que ela deixaria a mesma na portaria. Pois é, ela não deixou, e, para piorar, estava na USP sem chave (a chave dela ficou em casa, era pra eu ter pego, segundo ela) e a Sibila, que detinha o outro objeto milagroso que abre portas, estava trabalhando no Fórum Estadual, localizado na puta que pariu, para dizer o português bem claro. Tudo que eu havia economizado, indo de ônibus pra ribeirão em vez de carro e a pé pro hotel em vez de taxi, eu acabei gastando com o taxi até o mal localizado Fórum. Ao chegar no apartamento, desta vez com a chave, fiquei quase uma hora esparramado no sofá sofrendo com o calor e pensando na confusão que me custou uma corrida dupla de taxi e me fez perder o ônibus que eu queria pegar.
No fim das contas, a Isadora acabou se atrasando na faculdade e eu tive que ir embora sem vê-la novamente pra pegar o ônibus para Campinas no meio da tarde. Apesar de ter ficado pouco nesta cidade que costumava visitar com mais frequência, foi bem legal o breve tempo que passei com minha amiga Isadora.
Na verdade, o que me levou a Ribeirão Preto foi uma dinâmica da Dreyfus Commodities, daí aproveitei que a Isadora está morando na "California brasileira" e cheguei um dia mais cedo. Foi interessante voltar a Ribeirão depois de um bom tempo e ver que a cidade está mudando, novos prédios se erguendo, ruas reformadas e outras coisas. O que não muda mesmo é o calor, insuportável!
Aproveitei bastante quando ainda estava no ônibus: fiquei lendo boa parte do tempo e na outra parte acabei cochilando, estava muito cansado. Cheguei na casa da Isa e ela estava cozinhando a janta com a Rebeca. Jantamos e decidimos ir para um boteco estilo armazém, onde tomamos cerveja, comemos amendoim - pedido da Isadora - e ficamos contando as novidades. Ao ir e voltar a pé do bar, me veio a impressão, um pouco triste, de que Ribeirão era uma cidade muito mais agradável e completa para se morar do que Indaiatuba, perdendo apenas para o quesito localização.
Na manhã do dia seguinte fui caminhando até o hotel onde aconteceria a dinâmica, que por sorte não ficava muito longe da casa da Isa. Falei o que tinha que falar, ou melhor, quase tudo, porque sempre esqueço de falar algo importante. Depois do fardo, voltei pra casa da Isadora e ao tentar entrar na casa, percebi nosso erro de comunicação: acabei saindo sem pegar a chave porque havia entendido que ela deixaria a mesma na portaria. Pois é, ela não deixou, e, para piorar, estava na USP sem chave (a chave dela ficou em casa, era pra eu ter pego, segundo ela) e a Sibila, que detinha o outro objeto milagroso que abre portas, estava trabalhando no Fórum Estadual, localizado na puta que pariu, para dizer o português bem claro. Tudo que eu havia economizado, indo de ônibus pra ribeirão em vez de carro e a pé pro hotel em vez de taxi, eu acabei gastando com o taxi até o mal localizado Fórum. Ao chegar no apartamento, desta vez com a chave, fiquei quase uma hora esparramado no sofá sofrendo com o calor e pensando na confusão que me custou uma corrida dupla de taxi e me fez perder o ônibus que eu queria pegar.
No fim das contas, a Isadora acabou se atrasando na faculdade e eu tive que ir embora sem vê-la novamente pra pegar o ônibus para Campinas no meio da tarde. Apesar de ter ficado pouco nesta cidade que costumava visitar com mais frequência, foi bem legal o breve tempo que passei com minha amiga Isadora.
Assinar:
Postagens (Atom)