Adeus, Lenin!, O Cheiro do Ralo, Irreversível, Os Sonhadores. Eu poderia ficar até amanhã escrevendo os belíssimos filmes que assisti no Cinecultura, agradável cinema alternativo de Campo Grande - subsidiado (até então) pelo Governo do Estado - que acaba de fechar suas portas. O motivo eu já sei e desconfio há muito tempo: falta de público, prestígio e atenção com este maravilhoso lugar que, a meu ver, era um dos meus favoritos em Campo Grande. Se não o favorito.
Lembro-me ainda o ano de 2007, estava em Campo Grande, de férias da faculdade. Em paralelo, ocorria o 4o Festival de Cinema do MS, promovido pelo Cinecultura. A paixão pelo cinema, aliado ao ócio do verão, me fazia ir com a Danusa a cada dois dias assistir a um dos filmes escolhidos pelo festival. Vimos o João Miguel despontar em seu início de carreira em dois filmes, Eu me lembro (fraco) e O Céu de Suely (interessante); Fonte da Vida, na época a nova obra do mesmo diretor do tão polêmico Requiem para um Sonho e outros filmes meticulosamente escolhidos. Meu pai que não entendeu nada, quase todo dia lhe pedia cinco reais para ir ao cinema. Deve ter pensado que eu ia sempre comprar alguns gramas de substâncias ilícitas.
Uma vez, assistindo a um documentário com meu amigo Diogo sobre o Lula (aquele onde nosso presidente conta que quando metalúrgico, tomava quatro, cinco dozes de pinga antes do almoço pra vencer o insuportável calor), ainda no Cinecultura antigo, que era anexo ao Museu do Índio, tomamos um susto dos grandes. Um transformador da rede elétrica, que ficava bem ao lado da sala, explodiu e causou um apagão geral! Não sabíamos o que fazer, sair correndo, esperar na sala... Acabamos fazendo nada mesmo. Tempos depois o cinema se mudaria para o Pátio Avenida, conjunto comercial bem-localizado na Afonso Pena. O som, imagem e conforto também melhoraram bastante.
Tenho certeza que o Cinecultura, além de me proporcionar inúmeros momentos de prazer, fez com que eu passasse a apreciar muito mais o cinema. Mas quando falo cinema, quero dizer cinema dos bons, filmes interessantes, brasileiros, europeus, latino-americanos, turcos. Não os filmes que passavam e ainda passam no miserável Cinemark, bem ao lado do Cinema Lado B, porém classe A.
É realmente muito triste uma capital como Campo Grande perder um de seus lugares mais interessante e responsável, por vários anos, pela disseminação da pouca cultura que circula nesta cidade. Não posso, porém, ficar reclamando muito: apesar de ter alguns amigos que sempre me acompanharam no Cinecultura, a grande maioria deles, apesar de valorizarem pelo menos um pouco a cultura, nunca foi um frequentador assíduo. Alguns deles nunca se deram o luxo de conhecer este belo reduto que acaba de fechar suas portas. Uma pena para Campo Grande, uma lágrima para o Cinecultura.
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Dois irmãos no 5o Festival Latino Americano de São Paulo
Dias atrás aconteceu aqui em São Paulo o 5o Festival Latino Americano de São Paulo. Uma pena que fiquei sabendo do evento quando o mesmo já havia começado e, por isso, só consegui ver a apenas um filme: Dois irmãos, filme argentino do diretor Daniel Burman. O filme se passa tanto em Buenos Aires como uma pequena e pacata cidade balneário do Uruguai em um vai-e-vem constante. As idas e vindas são causadas pela dificuldade dos dois irmãos - um homem e uma mulher, ambos já adentrando na terceira idade - em se relacionar após a morte da mãe.
Enquanto a irmã é esperta, calculista e má, o irmão é apenas pacato e condescendente. E é este exatamente o problema da relação dos dois após o falecimento da matriarca. O irmão, por imposição da irmã - uma fajuta corretora de imóveis que tenta enriquer à custa de golpes aplicados em outros vendedores - acaba sendo convencido a se mudar para uma casinha no Uruguai que a irmã comprou há tempos e ainda nem terminou de pagar.
À primeira vista, a pequena cidade uruguaia será de extrema dificuldade para o irmão se adaptar, ainda mais sendo acostumado com a cosmopolita Buenos Aires. Porém, assim que os quadros do filme vão passando, nos surprendemos ao constatar que o irmão começa a se engajar em um grupo de teatro e passa a desfrutar da nova morada. Isso enfurece a maligna irmã, que, mavada que é, tenta prejudiar o irmão, falando pro diretor da peça de teatro que ele não é bom ator e, pro irmão, que o diretor não gostou de sua atuação. É revoltante presenciar tamanha maldade da irmã, que sempre está causando o caos à sua volta. Mais para o final do filme, mesmo que mal explicado e insuficiente, podemos compreender o motivo de tanta revolta e malícia da irmã.
O filme é sutil ao mostrar o envolvimento que o irmão começa a ter com o diretor do teatro. Ambos conversam sempre sobre viagens e andanças na Europa que já fizeram, onde frequentaram ambientes e meios sociais requintados e cultos, como bares e teatros. Fica claro, mas não escancarado, que os dois são homossexuais e passam a ter atração mútua. Cenas que comprovem tal fato, porém, ficam apenas na imaginação dos espectadores.
A possibilidade de uma nova relação amorosa, agora do lado da irmã, que conhece um potencial par idoso em uma festa, também é a força motivadora para que algumas transformações, para melhor, começam a ocorrer na personagem. O desfecho do filme ocorre quando a peça de teatro em que o irmão estava ensaiando é finalmente inaugurada, com uma ótima atuação de improvismo do ator. No final da peça, o ápice da atuação do irmão, a irmã chega ao teatro e presencia seu grandioso talento artístico. É um grande clichê, mas pelo menos um clichê bonito, que comove.
Quando os irmãos passam a se dar melhor, não é mais necessário as incontáveis travessias marinhas em que eles se submeteram após a morte da mãe. Logo depois do filme, ao folhear o catálogo do festival, vi que o Daniel Burman também dirigiu O Abraço Partido, outro filme muito bom que assisti há muito tempo no Cine Cultura em Campo Grande. Sem contar a trilha sonora de Dois Irmãos, maravilhosa e empolgante.
Enquanto a irmã é esperta, calculista e má, o irmão é apenas pacato e condescendente. E é este exatamente o problema da relação dos dois após o falecimento da matriarca. O irmão, por imposição da irmã - uma fajuta corretora de imóveis que tenta enriquer à custa de golpes aplicados em outros vendedores - acaba sendo convencido a se mudar para uma casinha no Uruguai que a irmã comprou há tempos e ainda nem terminou de pagar.
À primeira vista, a pequena cidade uruguaia será de extrema dificuldade para o irmão se adaptar, ainda mais sendo acostumado com a cosmopolita Buenos Aires. Porém, assim que os quadros do filme vão passando, nos surprendemos ao constatar que o irmão começa a se engajar em um grupo de teatro e passa a desfrutar da nova morada. Isso enfurece a maligna irmã, que, mavada que é, tenta prejudiar o irmão, falando pro diretor da peça de teatro que ele não é bom ator e, pro irmão, que o diretor não gostou de sua atuação. É revoltante presenciar tamanha maldade da irmã, que sempre está causando o caos à sua volta. Mais para o final do filme, mesmo que mal explicado e insuficiente, podemos compreender o motivo de tanta revolta e malícia da irmã.
O filme é sutil ao mostrar o envolvimento que o irmão começa a ter com o diretor do teatro. Ambos conversam sempre sobre viagens e andanças na Europa que já fizeram, onde frequentaram ambientes e meios sociais requintados e cultos, como bares e teatros. Fica claro, mas não escancarado, que os dois são homossexuais e passam a ter atração mútua. Cenas que comprovem tal fato, porém, ficam apenas na imaginação dos espectadores.
A possibilidade de uma nova relação amorosa, agora do lado da irmã, que conhece um potencial par idoso em uma festa, também é a força motivadora para que algumas transformações, para melhor, começam a ocorrer na personagem. O desfecho do filme ocorre quando a peça de teatro em que o irmão estava ensaiando é finalmente inaugurada, com uma ótima atuação de improvismo do ator. No final da peça, o ápice da atuação do irmão, a irmã chega ao teatro e presencia seu grandioso talento artístico. É um grande clichê, mas pelo menos um clichê bonito, que comove.
Quando os irmãos passam a se dar melhor, não é mais necessário as incontáveis travessias marinhas em que eles se submeteram após a morte da mãe. Logo depois do filme, ao folhear o catálogo do festival, vi que o Daniel Burman também dirigiu O Abraço Partido, outro filme muito bom que assisti há muito tempo no Cine Cultura em Campo Grande. Sem contar a trilha sonora de Dois Irmãos, maravilhosa e empolgante.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Como no entre-guerras
Durante a grande depressão do período do entre-guerras, houve um expressivo aumento na freqüência com que as pessoas visitavam as salas de cinema. A explicação é simples: os numerosos desempregados possuíam tempo livre demais, e como os preços para assistir aos filmes naquela época, diferente dos praticados hoje, eram muito baixos, ir ao cinema passou a ser um dos hobbys preferidos das famílias. E, mesmo minhas circunstâncias atuais diferindo ligeiramente da época citada (tempo de sobra e apesar dos altos preços, possuo ainda a mágica carteirinha de estudante), também tenho ido frequentemente ao cinema. Só na semana passada, estive três dias seguidos frente a frente com a telona para ver alguns filmes que gostei bastante.
O primeiro deles que assisti foi Uma prova de Amor, com a ótima Abigail Breslin e Cameron Diaz. Desde que eu assisti ao hilário Pequena Miss Sunshine, acabei virando fã da Abigail. Agora ela provou de uma vez por todas que é uma ótima atriz, já que sua atuação neste último filme, dramático, se deu de uma forma totalmente diferente em comparação com seu papel de estréia. Grandes responsabilidades e a amargura de conviver com a irmã mais velha que está à beira da morte tomaram o lugar daquela menina que apenas se preocupava em ganhar um concurso infantil de beleza. Gostei bastante também do artifício utilizado neste filme, que alterna o ponto de vista e dificuldades enfrentadas entre os principais atores, quando seus pensamentos ganham voz.
Em seguida fui ao cinema para assistir ao belíssimo A Partida, longa japonês ganhador do Oscar deste ano na categoria Melhor Filme Estrangeiro. Não foi por menos, o filme toca em um conflito, de maneira triste e cômica, vivenciado por muitas pessoas: os problemas de auto-afirmação criados quando a satisfação profissional vai de encontro à própria reputação. O jovem protagonista, que atrai o carisma da platéia com sua maneira simples de viver e encarar a vida, após perder a vaga como músico em uma orquestra japonesa, resolve se mudar com a namorada para uma pequena cidade do interior onde passou sua infância. Chegando lá, encontra um misterioso anúncio de emprego e resolve se candidatar, porém, não faz idéia do tipo de emprego que o aguarda, algo como preparador de corpos para rituais de despedidas. Apesar do espanto e aversão no primeiro momento com o novo ofício, ele vai se acostumando e até ganhando gosto pela rotina. O problema é, justamente, que as pessoas à sua volta, inclusive sua namorada, não vêem as coisas assim. O filme mostra muito da cultura japonesa ao retratar vários rituais pós-morte e a reação dos familiares. Sem falar no final, que emociona até aos telespectadores mais durões.
No terceiro dia seguido, fui conferir o muito comentado Salve Geral, que mostra como pano de fundo, os ataques do PCC ocorridos no Estado de São Paulo. Entretanto, o enfoque central fica na relação mãe e filho, e tudo o que aquela é capaz de fazer para o último, mesmo este estando errado. È outro filme que explora com alarde a violência brasileira nas ruas, penitenciárias e, também, por que não, a negociação entre Estado e facções criminosas. Infelizmente, este é o filme que vai representar o Brasil na próxima edição do Oscar, e, consequentemente, é o tipo de produção que é assistida pelos estrangeiros. Acho uma pena que este é o tipo de filme que exporta nossas produções cinematográficas, reforçando assim a visão de que no Brasil só existe violência e favelas. Já passou da hora de sairmos do tema-comum da violência e enfatizar filmes que mostram a criatividade do brasileiro, como por exemplo, O Homem que copiava ou O cheiro do ralo, para citar alguns.
Não é só no cinema que tenho conferido as novidades cinematográficas. Agora que mudei para uma casa (fato que quero abordar em outro post) e meu computador está em meu quarto, tenho assistido aos filmes que estão no PC com muito mais facilidade. Não preciso mais passar o arquivo para um pen drive, descarregar no laptop, e, finalmente, liga-lo à TV para poder assistir ao filme. Como o monitor, mesmo que não muito grande, fica perto da cama, fica tranqüilo de assistir pelo computador mesmo.
Nos últimos dias assisti O casamento Sírio e o alemão O Complexo Baader-Meinhof. Fazia já muito tempo que eu esperava pra conferir o primeiro, mas valeu a pena esperar! O filme mostra, no estilo kafkiano, as dificuldades de uma noiva para cruzar a fronteira entre Israel e Síria e se casar com seu pretendente, um apresentador de TV que nunca viu pessoalmente. Interessante por mostrar os problemas e burocracia entre os países árabes da região e Israel, e não menos por revelar alguns fragmentos da cultura árabe, como o casamento marcado, vivência no exílio em busca de outras oportunidades e xenofobia. Já o filme alemão - que eu da mesma maneira esperei bastante pra ver, após me deparar inúmeras vezes com seus cartazes avermelhados no metrô de Londres -, retrata a história, de sua ascensão ao trágico fim, do grupo alemão ocidental e denominado terrorista Baader-Meinhof, ou apenas RAF. O filme tem quase duas horas e meia de duração, mas, exatamente como Munique, é condensado, inspirados em fatos reais e ao acabar, nos dá sensação de pouco. Os dois filmes se assemelham também pelo fato de mostrar atentados terroristas, sendo os do grupo Baader-Meinhof devido às injustiças sociais espalhadas pelo mundo e, principalmente, a condescendência dos regimes; já o filme Munique, tem como eixo central os ataques, ou melhor, retaliações, entre o Mossad e grupos palestinos. O fechamento de O Complexo Baader-Meinhof é inquietante, mostra os principais integrantes do grupo encontrados mortos em suas celas, supostamente vítimas do suicídio, porém, deixa no ar se eles realmente se mataram ou foram assassinados pela polícia repressora.
O primeiro deles que assisti foi Uma prova de Amor, com a ótima Abigail Breslin e Cameron Diaz. Desde que eu assisti ao hilário Pequena Miss Sunshine, acabei virando fã da Abigail. Agora ela provou de uma vez por todas que é uma ótima atriz, já que sua atuação neste último filme, dramático, se deu de uma forma totalmente diferente em comparação com seu papel de estréia. Grandes responsabilidades e a amargura de conviver com a irmã mais velha que está à beira da morte tomaram o lugar daquela menina que apenas se preocupava em ganhar um concurso infantil de beleza. Gostei bastante também do artifício utilizado neste filme, que alterna o ponto de vista e dificuldades enfrentadas entre os principais atores, quando seus pensamentos ganham voz.
Em seguida fui ao cinema para assistir ao belíssimo A Partida, longa japonês ganhador do Oscar deste ano na categoria Melhor Filme Estrangeiro. Não foi por menos, o filme toca em um conflito, de maneira triste e cômica, vivenciado por muitas pessoas: os problemas de auto-afirmação criados quando a satisfação profissional vai de encontro à própria reputação. O jovem protagonista, que atrai o carisma da platéia com sua maneira simples de viver e encarar a vida, após perder a vaga como músico em uma orquestra japonesa, resolve se mudar com a namorada para uma pequena cidade do interior onde passou sua infância. Chegando lá, encontra um misterioso anúncio de emprego e resolve se candidatar, porém, não faz idéia do tipo de emprego que o aguarda, algo como preparador de corpos para rituais de despedidas. Apesar do espanto e aversão no primeiro momento com o novo ofício, ele vai se acostumando e até ganhando gosto pela rotina. O problema é, justamente, que as pessoas à sua volta, inclusive sua namorada, não vêem as coisas assim. O filme mostra muito da cultura japonesa ao retratar vários rituais pós-morte e a reação dos familiares. Sem falar no final, que emociona até aos telespectadores mais durões.
No terceiro dia seguido, fui conferir o muito comentado Salve Geral, que mostra como pano de fundo, os ataques do PCC ocorridos no Estado de São Paulo. Entretanto, o enfoque central fica na relação mãe e filho, e tudo o que aquela é capaz de fazer para o último, mesmo este estando errado. È outro filme que explora com alarde a violência brasileira nas ruas, penitenciárias e, também, por que não, a negociação entre Estado e facções criminosas. Infelizmente, este é o filme que vai representar o Brasil na próxima edição do Oscar, e, consequentemente, é o tipo de produção que é assistida pelos estrangeiros. Acho uma pena que este é o tipo de filme que exporta nossas produções cinematográficas, reforçando assim a visão de que no Brasil só existe violência e favelas. Já passou da hora de sairmos do tema-comum da violência e enfatizar filmes que mostram a criatividade do brasileiro, como por exemplo, O Homem que copiava ou O cheiro do ralo, para citar alguns.
Não é só no cinema que tenho conferido as novidades cinematográficas. Agora que mudei para uma casa (fato que quero abordar em outro post) e meu computador está em meu quarto, tenho assistido aos filmes que estão no PC com muito mais facilidade. Não preciso mais passar o arquivo para um pen drive, descarregar no laptop, e, finalmente, liga-lo à TV para poder assistir ao filme. Como o monitor, mesmo que não muito grande, fica perto da cama, fica tranqüilo de assistir pelo computador mesmo.
Nos últimos dias assisti O casamento Sírio e o alemão O Complexo Baader-Meinhof. Fazia já muito tempo que eu esperava pra conferir o primeiro, mas valeu a pena esperar! O filme mostra, no estilo kafkiano, as dificuldades de uma noiva para cruzar a fronteira entre Israel e Síria e se casar com seu pretendente, um apresentador de TV que nunca viu pessoalmente. Interessante por mostrar os problemas e burocracia entre os países árabes da região e Israel, e não menos por revelar alguns fragmentos da cultura árabe, como o casamento marcado, vivência no exílio em busca de outras oportunidades e xenofobia. Já o filme alemão - que eu da mesma maneira esperei bastante pra ver, após me deparar inúmeras vezes com seus cartazes avermelhados no metrô de Londres -, retrata a história, de sua ascensão ao trágico fim, do grupo alemão ocidental e denominado terrorista Baader-Meinhof, ou apenas RAF. O filme tem quase duas horas e meia de duração, mas, exatamente como Munique, é condensado, inspirados em fatos reais e ao acabar, nos dá sensação de pouco. Os dois filmes se assemelham também pelo fato de mostrar atentados terroristas, sendo os do grupo Baader-Meinhof devido às injustiças sociais espalhadas pelo mundo e, principalmente, a condescendência dos regimes; já o filme Munique, tem como eixo central os ataques, ou melhor, retaliações, entre o Mossad e grupos palestinos. O fechamento de O Complexo Baader-Meinhof é inquietante, mostra os principais integrantes do grupo encontrados mortos em suas celas, supostamente vítimas do suicídio, porém, deixa no ar se eles realmente se mataram ou foram assassinados pela polícia repressora.
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